“Não permito, senhores, que ninguém goste mais do que eu de Santarém!” escreveu o poeta Emir Bemerguy na letra da música Sonho Predileto, musicada pelo Maestro Wilson Fonseca, sobre a cidade à beira do Rio Tapajós. E esse amor e encantamento não são à toa, em várias composições os dois artistas destacam detalhes preciosos da …
Conhecer Manaus (AM) foi uma viagem histórica e de contato próximo com a natureza. Em todos os sites e blogs que li, havia sempre a dica de fazer um river tour, conhecendo o Rio Negro e suas belezas. Portanto, no meu segundo dia na capital do Amazonas, essa foi a programação. A convite do Leonardo …
A música é universal e está presente na tradicional festa do Sairé no distrito de Alter do Chão, em Santarém (PA). E para divulgar os ritmos regionais, a Prefeitura Municipal, criou um perfil no Spotify com clássicos paraenses como Carimbó do Macaco (Pinduca), Puxirum (Silvan Galvão) e No Meio do Pitiú (Dona Onete). São 44 …
Uma pequena vila em Santarém (PA) guarda uma riqueza cultural imensurável: o Çairé (com Ç ou S). A festa que mistura religião e cultura é realizada há mais de 300 anos em Alter do Chão. A manifestação é considerada a mais antiga que se tem registro na Amazônia e acontece todos os anos no mês de setembro.
Vale a pena conhecer os rituais religiosos que percorrem as ruas e o Festival dos Botos, que anima as noites, com a competição das agremiações culturais dos Botos Tucuxi e Cor de Rosa. A disputa é um espetáculo que apresenta a lenda do boto homem, que seduz a cabocla mais bonita da região.
Procissão religiosa do Çairé (Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará)
Para quem ainda não conhece Alter do Chão a hora é essa! O verão amazônico revela na frente da vila balneária uma praia paradisíaca, conhecida como “Ilha do Amor”. E não há como não se apaixonar! A travessia para o outro lado feita em pequenas canoas, batizadas de “catraias”. Lembram as gôndolas venezianas, mas com o charme que só uma praia de rio pode oferecer.
Apresentação do Boto Cor de Rosa (Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará)
A água é morna e não existem ondas. Portanto, uma das pedidas é ficar de molho no Rio Tapajós, apreciando a paisagem ou o pôr do sol, que é impressionante. Para o almoço a dica é um peixe assado na brasa e temperado pelas mãos habilidosas das cozinheiras locais (uma delícia).
“Ilha do Amor” alagada no período do inverno/enchente (Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará)
E já que a ideia é conhecer a Amazônia, durante o dia existem passeios fluviais que oferecem ao turista uma experiência única de conhecer de perto a Floresta Encantada ou outras praias, algumas praticamente desertas.