Desde muito cedo, a comunicação, a arte e a cultura passaram a fazer parte da minha vida. Nasci em Oriximiná (PA) e comecei no teatro ainda criança, aos oito anos de idade, participando de apresentações e atividades culturais na Escola Estadual Padre José Nicolino de Souza e no Colégio Santa Maria Goretti.
Anos depois, já morando em Santarém (PA), durante o ensino médio no Colégio Estadual Álvaro Adolfo da Silveira, comecei a desenvolver iniciativas ligadas à comunicação estudantil, idealizando projetos de rádio e teatro dentro da escola. Aquela vontade de criar, comunicar e contar histórias só crescia.
Após ser contemplado com uma bolsa de estudos no Programa Universidade para Todos, do Governo Federal, me mudei para o Rio de Janeiro (RJ), onde me formei em Comunicação Social (Jornalismo) pelo Centro Universitário da Cidade (UniverCidade). Durante esse período na capital fluminense, vivi experiências importantes tanto na comunicação quanto na produção cultural e de eventos. Também realizei cursos na área de produção de eventos e comecei a estruturar a FB Assessoria, empresa criada inicialmente para atuar com produção, consultoria, moda e eventos culturais.
Minha trajetória profissional sempre transitou entre o jornalismo, a cultura e os eventos. Trabalhei em redações, televisão, assessoria de comunicação e também mergulhei no universo da produção cultural amazônica. Em Santarém, tive a oportunidade de atuar como produtor e apresentador do Luau Regional, projeto organizado pelo Movimento pela Cultura Santarena a partir de 2012, fortalecendo artistas, músicos e a cena cultural local.
Também idealizei o Amazônia Fashion Weekend, evento de moda realizado no Paraíso Shopping Center que marcou uma geração ao valorizar talentos locais, tendências regionais e a identidade amazônica dentro das passarelas. Ao longo dos anos, passei a assinar a produção de eventos corporativos e institucionais da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), além de projetos realizados em parceria com instituições como o Sebrae Pará e a Vivo.
Já participei como palestrante de eventos importantes como a Pará Negócios, Amazônia Talks e a Feira Tapajós Negócios, sempre compartilhando experiências ligadas à comunicação, produção cultural, empreendedorismo criativo e turismo regional.
Em 2018, decidi criar o Diário do FB, um blog voltado para turismo, experiências, memória, cultura e viagens pela Amazônia. O projeto ganhou visibilidade nacional, com conteúdos compartilhados inclusive pelo Ministério do Turismo, fortalecendo ainda mais meu propósito de divulgar as riquezas culturais e naturais da nossa região.
Ao longo dessa caminhada, também idealizei projetos como Caminhos da Floresta e Piracaia Festival, iniciativas que unem cultura, turismo, pertencimento, economia criativa e valorização dos territórios amazônicos.
No audiovisual, encontrei mais uma forma de contar histórias e preservar memórias. Em 2021, dirigi o documentário “O que é Sairé?”, lançado em uma sessão avant-première histórica em Santarém, considerada a primeira exibição desse formato para uma produção audiovisual local no cinema da cidade. O documentário apresenta narrativas gravadas em áudio durante o período da pandemia, reunindo depoimentos de integrantes da Corte do Sairé, além de historiadores e antropólogos que ajudam a compreender as origens, os símbolos e as camadas culturais dessa manifestação tão importante da Amazônia.
No mesmo ano, também produzi o documentário “Trap: O Som da Juventude”, resultado do Edital Juventude Ativa 2 da Lei Aldir Blanc Pará. O projeto apresenta as histórias de jovens artistas da cena do trap santareno e foi inteiramente gravado, editado e produzido utilizando apenas um smartphone, mostrando como a criatividade e a narrativa podem superar limitações técnicas. O filme reúne artistas como GP Rataria, Henry, Dell Parker, Cauê Artur, João Augusto e Enzo Gabriel, registrando a potência criativa das juventudes periféricas e urbanas da Amazônia.
Nos últimos anos, também ampliei minha atuação no cinema e audiovisual amazônico como diretor, roteirista, produtor executivo e diretor de arte em diferentes produções independentes. Entre elas estão o curta de ficção “Mãe Vira Porca: na ilharga do Aritapera”, o documentário “Ocara-Açu”, o curta documental “Artesãos da Floresta”, além da série documental “Amazônidas”. Também participei como produtor local do filme nacional “Rio de Sangue”.

Hoje, sigo atuando entre a comunicação, o audiovisual, a cultura, o turismo e os projetos criativos, sempre buscando fortalecer narrativas amazônicas e contar histórias que nascem dos territórios, das pessoas e das memórias da nossa região. Também tenho a honra de representar a sociedade civil como Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, contribuindo diretamente para o fortalecimento das políticas públicas culturais em Santarém e na Amazônia.
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