Ao entrar na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Santarém (PA) é impossível não notar o Crucifixo que decora o altar. O objeto é um presente com uma história de fé que envolve uma expedição que passou pela Amazônia no início do século XIX. Em 18 de setembro de 1819, o naturalista alemão Carl …
Santarém, no Pará, tem muita história para contar. Fundada por portugueses, a cidade guarda ainda uma herança deixada dos tempos do Brasil colônia para as futuras gerações. As construções que resistiram ainda podem ser admiradas, mas são os detalhes que chamam atenção. Cada prédio tem peculiaridades que vou contar para vocês…
Catedral de Nossa Senhora da Conceição (Foto: Sidney Oliveira/Agência Pará)
1 – Catedral de Nossa Senhora da Conceição
A imponente igreja começou a ser construída em 1754 e recebeu grandes modificações em seu projeto original ao longo dos anos. O lugar escolhido não foi à toa pela missão católica portuguesa, ali era um cemitério indígena. O responsável pelas obras foi Monsenhor José Gregório, que foi homenageado com seu nome batizando a praça.
A Catedral da Arquidiocese de Santarém é o prédio mais antigo da cidade que se tem registro. Tem estilo colonial português e hoje é pintada na cor azul. Seu interior abriga a imagem da padroeira, datada de 1759, doada pelo então governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que visitou a região com o objetivo de definir os limites entre os territórios de Portugal e Espanha, seguindo o Tratado de Madri.
Interior da Catedral e ao fundo o Crucifixo Von Martius no altar (Foto: Sidney Oliveira/Agência Pará)
O altar recebeu o Crucifixo Von Martius, um presente do cientista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius que quase morreu afogado nas águas do Rio Amazonas em 18 de setembro de 1819 e considerou um milagre ter sobrevivido. Por isto, mandou confeccionar uma imagem de Jesus Cristo em tamanho natural confeccionada em ferro fundido que foi doada para a igreja.
2 – Solar do Barão de Santarém
Construído por Miguel Antônio Pinto Guimarães, o Barão de Santarém, entre 1840 e 1860, o casarão estilo colonial português está localizado na Praça do Pescador, na Avenida Senador Lameira Bittencourt, nº 145. É um ícone histórico e testemunha da evolução da cidade ao longo dos anos. De suas janelas, no segundo pavimento, a visão é privilegiada, ainda hoje o encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas impressiona, então imagina naquela época! O térreo foi projetado para ser comércio e assim foi utilizado por muitos anos.
Solar do Barão de Santarém (Foto: Sidney Oliveira/ Agência Pará)
O solar destaca-se por sua arquitetura e demostra a ostentação (digamos assim!) de uma época em Santarém estava em pleno crescimento econômico. O Brasil era um império e os agraciados com títulos de nobreza moravam em verdadeiros palácios. E os resquícios do que um dia foi a casa de um nobre na Amazônia demonstram isso. Ainda hoje, o lugar é parada obrigatória para os visitantes!
Escadaria do Solar do Barão (Foto: Arquivo Fábio Barbosa)
São mais de 14 cômodos, distribuídos nos três pavimentos. Na fachada imponente são 10 janelas em forma de arco com sacada. O assoalho de madeira ainda é o original, com algumas partes danificadas pelo tempo. E a escadaria lembra os tempos que o lugar recebeu grandes eventos sociais.
Infelizmente o Solar do Barão é uma propriedade privada e não é possível visitá-lo. Mas seu contexto histórico é muito importante, afinal é um dos poucos prédios antigos que resistiram em Santarém.
Detalhe da fachada: o Relógio Solar (Foto: Sidney Oliveira/ Agência Pará)
Também localizado na Avenida Senador Lameira Bittencourt, o Sobrado do Sol tem este nome por ser a única construção que no alto da fachada conserva um relógio solar. Segundo historiadores é um prédio singular na região e no estado do Pará. Em estilo colonial português pode ser admirado da Praça do Pescador e conhecido internamente no térreo, onde funciona a Loja Regional Muiraquitã, lugar que os visitantes encontram itens do artesanato local.
4 – Solar dos Brancos
O imponente Solar do Brancos na esquina da Travessa dos Mártires e Rua Siqueira Campos (Foto: Sidney Oliveira/ Agência Pará)
Outra construção histórica é o Solar dos Brancos, um dos mais bonitos de Santarém. Localizado na esquina da Travessa dos Mártires com Rua Siqueira Campos, tem estilo eclético datado do século XIX. São três pavimentos e janelas com um diferente tipo de arco, chamado na arquitetura de “conopial”. No topo do prédio, existe um mirante que tinha vista para o Rio Tapajós. Outro detalhe que chama atenção é o revestimento total com azulejos portugueses que tem referência neoclássica. Encontra-se restaurado e no terro funciona uma loja de departamentos.
5 – Igreja de Nossa Senhora da Saúde – Alter do Chão
Alter do chão é o distrito mais conhecido de Santarém e sua história também tem forte influência da colonização portuguesa. O principal ponto está na pracinha da vila balneária, na Igreja de Nossa Senhora da Saúde que começou a ser construída em 1876, sob a coordenação do missionário José Antônio Gonçalves. Feita de cal, pedra e barro resistiu a todas as mudanças ao seu redor e foi restaurada em 2010, recebendo novamente sua cor original, amarelo ocre e detalhes em verde.
Igreja de Nossa Senhora da Saúde em Alter do Chão (Foto: Sidney Oliveira/ Agência Pará)
Os registros históricos contam que a igreja foi inaugurada em 06 de fevereiro de 1896, data em que os moradores realizavam a festa da padroeira que acontecia desde o século XVIII. O altar-mor inclusive é uma das atrações, confeccionado em madeira de lei é o único em estilo eclético da região e foi esculpido por Antônio Batista Belo de Carvalho em 1923.
Altar-mor em estilo eclético na Igreja de Nossa Senhora da Saúde (Foto: Sidney Oliveira/ Agência Pará)
Gostou? Faça um passeio pelo centro histórico de Santarém e aproveite!
Um dos balneários mais próximos de Santarém (PA) e com visitas diárias é a Cachoeira da Cavada. Com água gelada e paisagem tipicamente amazônica, o lugar é ponto de encontro de aventureiros e apaixonados pela natureza. O caminho é fácil, pode ser feito de carro ou moto, para alguns mais ousados bicicletas também são uma opção!
Museu de Arte do Rio visto na revitalizada Praça Mauá
Dizer que o Rio de Janeiro continua lindo é o clichê mais verdadeiro de qualquer viagem. A cidade se reinventou ao longo dos últimos anos e ficou ainda mais maravilhosa. Ganhou novos espaços públicos, novas atrações turísticas e continua a encantar todos os visitantes, até aqueles que já a conhecem bem.
A cidade de Óbidos, na região oeste do Pará, é uma das mais antigas da Amazônia. Em suas ruas a história está presente nos casarões que marcam a influência da colonização portuguesa. Mas nos primeiros meses do ano, o que chama atenção mesmo são os blocos do carnaval, conhecido como Carnapauxis, numa referência aos índios Pauxis, que habitavam o lugar(mais…)
A Pilantragi e AMZ promoverão em Santarém (PA) um carnaval diferente de tudo que estamos acostumados quando o tema é a festa mais popular do Brasil. “Respire, inspire”, destaca o site do projeto que acontece de 10 a 15 de fevereiro de 2018 em um barco, navegando pelos rios Tapajós e Arapiuns, no coração da nossa floresta amazônica.
Preparados para essa grande imersão? (Foto: Divulgação)
Não há como não notar na Avenida Mendonça Furtado, em Santarém (PA), a Boto Sorveteria Artesanal. O lugar atrai clientes fiéis e novos, que descobrem a cada dia um novo sabor. São sorvetes elaboradas com dedicação e seguindo as receitas dos melhores produtores do mundo, como os italianos que são experts. Tudo natural, feito artesanalmente!(mais…)
Vocês já conhecem Jamaraquá? O igarapé de água cristalina fica localizado na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra (PA). O lugar é um pequeno oásis no meio da densa Floresta Amazônica ainda preservada. Conhecido pelos moradores da região, ganhou fama através das redes sociais no final de 2015, quando turistas começaram a ser mais frequentes na área de conservação. E o motivo não preciso nem explicar, o cenário mostra!
De Santarém (PA) até a Comunidade de Jamaraquá são 70,9 km, seguindo pela BR-163 e virando à direita na Estrada Sete, em Belterra (PA). Este primeiro trecho é asfaltado e com sinalização. É preciso dobrar à esquerda no Ramal da Revolta (existe uma placa que identifica o destino) que a partir daí segue em estrada de chão. Ao chegar na comunidade homônima vá até o Centro de Visitantes e contrate um guia/condutor local. A trilha vale a pena, afinal o igarapé é uma excelente recompensa! São mais de 9 km floresta adentro, com direito a tradicional foto na imensa Samaúma, um dos pontos mais visitados da Flona Tapajós.
Para quem quer contato com a natureza o lugar é perfeito. Uma sintonia com direito a pequenos peixes nadando ao seu redor e uma beleza típica da paisagem da região. Leve frutas, como melancia, abacaxi, banana, laranja ou maçã e faça um piquenique nas margens do igarapé.
Impossível não querer mergulhar e ficar horas de molho em Jamaraquá
Dica do FB: Bateu fome? Experimente as iguarias preparadas pelos moradores, existem restaurantes nativos servindo aquela comida caseira com gosto da cozinha das nossas avós. E o artesanato tem ótimos preços, traga uma lembrancinha!
Existem empresas que fazem este mesmo passeio navegando pelo Rio Tapajós, de barco ou lancha. Consulte o Centro de Informações ao Turista, em Santarém (na orla)!
Como o lugar é uma área de preservação é preciso ficar atento às observações e regras. Separei algumas para facilitar a visita:
– Ao entrar na unidade dirija-se às bases e identifique-se, leia o Termo de Conhecimento de Risco e em seguida assine a folha de controle; – Respeitar as regras e costumes das comunidades; – É proibido captura, coleta, pesca e transporte de material biológico da unidade, exceto com prévia autorização do órgão gestor; – Utilize apenas trilhas autorizadas com guias comunitários. Procure o responsável pela visita; – A velocidade permitida para os veículos nas vias de acesso é de 40 Km/h; – Não é permitida a circulação e estacionamento de veículos nas praias e próximo a igarapés; – Não é permitido que sejam acesas fogueiras próximo aos igarapés e praias; – Não é permitido a utilização de som em alto volume para evitar perturbação da fauna e dos moradores; – Não deixe lixo nas praias e igarapés; – Não é permitido a montagem de barracas próximas aos igarapés. Informamos que será permitida a permanência de no máximo 30 pessoas por vez no igarapé, por fim, alertamos que o não cumprimento das recomendações acarretará as sanções legais cabíveis.
Pensando em viajar? Ou simplesmente passar um final de semana em algum lugar diferente? Preparei uma lista de lugares em Santarém (PA) onde podemos visitar e aproveitar a paisagem da Amazônia. As dicas são válidas também para quem mora na cidade, afinal estamos no paraíso e precisamos valorizar isto!
1 – Parque da Cidade
Parque da Cidade (Foto: Elivaldo Reis / Revista Vox)
Toda cidade grande tem um recanto de árvores. É o verde que faz o desenvolvimento não transformar tudo em cinza. O Rio, tem o Jardim Botânico. São Paulo, o Parque do Ibirapuera. Nova York, o Central Park. E Santarém, o Parque da Cidade. Claro que a comparação é simbólica, mas não deixa de ser uma referência. O lugar é um ponto de encontro de esportistas e de quem procura um contato mais próximo com a natureza.
Por lá, a paisagem tipicamente regional pode render excelentes ensaios fotográficos. Prática inclusive bem comum, em especial no período em que como folhas caem ao chão, proporcionando um clima cenográfico de outono (apesar desta estação não existir na região). Não é muito raro ver grupos de amigos estendendo uma toalha quadriculada e fazendo piquenique. O melhor horário para esta atividade é pela manhã ou no finalzinho da tarde!
Para quem gosta de caminhar, correr e andar de skate, por dentro do parque foram criadas vias que proporcionam um ambiente propício para atividade física e esportiva. Vale a pena ainda fazer trilhas, são 5 km de puro contato com a natureza!
O Parque da Cidade ainda está em construção, as árvores ainda crescem e outras foram plantadas recentemente. Mas é uma refúgio e tanto para o santarenos e visitantes. Você pode simplesmente ficar deitado debaixo de uma mangueira, ler um livro ou ouvir uma música, tenho certeza que será uma boa experiência!
2 – Centro Cultural João Fona
O histórico Centro Cultural João Fona (Foto: Elivaldo Reis / Revista Vox)
Um dos prédios mais bonitos e imponentes da cidade. E sem dúvida, parada obrigatória para conhecer a história de Santarém. O lugar já foi sede da Intendência do Município, Prefeitura, Prisão e até Fórum de Justiça. Este último ainda está presente na Sala do Júri, que tem afrescos do icônico artista plástico João Fona, que empresta seu nome ao Centro Cultural.
No acervo encontramos peças raras da cerâmica dos Índios Tapajó, além da galeria de ex-Prefeitos no hall . Existe ainda uma sala dedicada a reprodução de como era o trabalho escravo na região, criada pelo artista Laurimar Leal.
O Centro Cultural João Fona tem exposições permanentes que encantam os visitantes. Além de uma pequena biblioteca. Vale a pena uma visita, em especial, quando atracam no porto os transatlânticos.
Para quem gosta de fotos, as paredes pintadas na cor amarelo ocre deixam as imagens ainda mais vivas e nítidas. A fachada com colunas romanas é contraste com a orla da cidade, que pouco manteve dos prédios históricos. Aproveite, o Centro Cultural João Fona é um lugar de conhecimento e cultura, vamos aproveitar e visitar mais!
3 – Bosque da Vera Paz
Bosque da Vera Paz (Foto: Elivaldo Reis / Revista Vox)
Um dos espaços públicos mais charmosos da cidade, sem dúvida, é o Bosque da Vera Paz. O passeio, construído em concreto, sobre uma antiga praia que ali existia, transformou o lugar. O pequeno píer de madeira que no inverno se estende para dentro do Rio Tapajós é um excelente espaço para os fins de tarde. O vento que vem do rio deixa o ambiente ainda mais agradável!
Os quiosques do bosque vedem comidas regionais, mas o que chama atenção por aqui, são as tapioquinhas. Depois de uma longa caminhada na orla, nada mais justo e fitness do que degustar uma. Para quem gosta de futsal, existe uma quadra. E ainda uma academia popular instalada pela Prefeitura de Santarém.
O espaço ainda tem um Centro de Informações Turísticas, onde param com frequência todos os visitantes que chegam de navio pelo Porto da CDP. Seja no inverno, quando como águas invadem o bosque, ou no verão, quando é possível andar por toda sua extensão, conseguimos observar uma Vera Paz saudosa, que ainda está viva e presente na vida dos santarenos!
4 – Praça Fortaleza do Tapajós
Praça Mirante do Tapajós (Foto: Elivaldo Reis / Revista Vox)
A Praça Fortaleza do Tapajós, onde fica o Mirante do Tapajós, guarda em suas origens a história que deu início à cidade de Santarém. Por estar localizada em um pequeno monte, à beira do rio, tem visão privilegiada do encontro das águas do Tapajós e Amazonas. Uma paisagem bonita de se contemplar e que os portugueses, séculos atrás, tomaram como estratégica para proteger as terras da colônia, construindo aqui uma fortificação.
Por lá às quintas-feiras tem programação cultural com cantores e bandas ao vivo. Além da boa música, vale a pena comer alguma iguaria regional em um dos quiosques. Maniçoba, Vatapá, Arroz Paraense, Tacacá e muitas outras comidas típicas fazem parte do cardápio.
E claro, existe o mirante propriamente dito. Lá de cima, a paisagem ganha contornos ainda mais bonitos. É um espaço bem especial para quem quer observar a cidade, tirar fotos e quem sabe, namorar.
5 – Pôr do Sol na Orla
Final de tarde visto da Orla de Santarém (Foto: Elivaldo Reis / Revista Vox)
E para finalizar o dia, nada melhor do que o pôr do sol. Em nossa região Deus foi de uma generosidade enorme e cada final de tarde é uma verdade pintura. Tirando as praias, o melhor lugar para apreciar esta dádiva da natureza é na balsa do Terminal Fluvial Turístico ou do próprio Trapiche. Vale registrador o entardecer com câmeras ou celulares, não importa o ângulo, será espetacular! E a foto, nem precisa de legenda. Precisa ?!
Resolvi compartilhar com vocês uma experiência incrível que vivi nas minhas férias em junho de 2016. Escrevo “incrível”, pois é um dos adjetivos que mais conseguem expressar os 10 dias que passei no Peru.
Foi também uma viagem surpreendente! A expectativa era grande, afinal tudo que encontramos na internet sobre o país é interessante. E a paisagem peruana é realmente muito peculiar. Saímos de São Paulo com destino à Lima no início de junho. Esta época do ano a temperatura já começa a ficar baixa e a máxima foi 10º na capital do Peru. Algo que é excelente para quem gosta de frio, para nós que vivemos no norte do Brasil então, uma oportunidade de usar casacos, luvas e comprar os tradicionais gorros peruanos.(mais…)