Temas de debates acalorados ao longo de décadas, a grafia correta do Sairé é uma das grandes questões que geram discussões intensas no distrito de Alter do Chão, em Santarém (PA). Mas é importante observar o básico nessa questão: a tradição dos povos originários é essencialmente transmitida pela oralidade. Foi apenas após a invasão europeia que o Sairé passou a ser escrito e registrado na língua portuguesa, originalmente com “S”, afinal o colonizador não usaria uma grafia incorreta.
A Festa do Sairé, realizada anualmente na encantadora vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), é um dos eventos mais emblemáticos da cultura paraense. A celebração dos descendentes dos indígenas Boraris, mescla elementos religiosos, folclóricos e culturais, que demonstram a riqueza da cultura amazônica. Cinco símbolos destacam-se no rito tradicional, revelando a identidade única …
E enfim, meu primeiro documentário ficou pronto. Nossa, confesso que estava ansioso para esse momento. Na carreira de um jornalista estrear um produto audiovisual, sem dúvida, é alcançar um novo patamar na carreira e o documentário O que é Sairé? é um daqueles projetos que te fazem ter orgulho e satisfação em publicar. Queria que …
A secular festa do Sairé, da vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), tem sua origem nos meados do século XVII, com a presença das missões católicas na região amazônica. Jesuítas e depois Franciscanos vieram de Portugal com a tarefa de transformar os indígenas em seguidores da fé cristã. Segundo o historiador Padre Sidney …
A festa do Sairé, no distrito de Alter do Chão, em Santarém (PA) encanta moradores e visitantes no mês de setembro. Segundo os historiadores essa tradição tem em torno de 300 anos na Amazônia. É mantida viva pelos descendentes dos Borari. O evento folclórico-religioso tem como origem a chegada dos missionários jesuítas na região do …
A música é universal e está presente na tradicional festa do Sairé no distrito de Alter do Chão, em Santarém (PA). E para divulgar os ritmos regionais, a Prefeitura Municipal, criou um perfil no Spotify com clássicos paraenses como Carimbó do Macaco (Pinduca), Puxirum (Silvan Galvão) e No Meio do Pitiú (Dona Onete). São 44 …
Uma pequena vila em Santarém (PA) guarda uma riqueza cultural imensurável: o Çairé (com Ç ou S). A festa que mistura religião e cultura é realizada há mais de 300 anos em Alter do Chão. A manifestação é considerada a mais antiga que se tem registro na Amazônia e acontece todos os anos no mês de setembro.
Vale a pena conhecer os rituais religiosos que percorrem as ruas e o Festival dos Botos, que anima as noites, com a competição das agremiações culturais dos Botos Tucuxi e Cor de Rosa. A disputa é um espetáculo que apresenta a lenda do boto homem, que seduz a cabocla mais bonita da região.
Procissão religiosa do Çairé (Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará)
Para quem ainda não conhece Alter do Chão a hora é essa! O verão amazônico revela na frente da vila balneária uma praia paradisíaca, conhecida como “Ilha do Amor”. E não há como não se apaixonar! A travessia para o outro lado feita em pequenas canoas, batizadas de “catraias”. Lembram as gôndolas venezianas, mas com o charme que só uma praia de rio pode oferecer.
Apresentação do Boto Cor de Rosa (Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará)
A água é morna e não existem ondas. Portanto, uma das pedidas é ficar de molho no Rio Tapajós, apreciando a paisagem ou o pôr do sol, que é impressionante. Para o almoço a dica é um peixe assado na brasa e temperado pelas mãos habilidosas das cozinheiras locais (uma delícia).
“Ilha do Amor” alagada no período do inverno/enchente (Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará)
E já que a ideia é conhecer a Amazônia, durante o dia existem passeios fluviais que oferecem ao turista uma experiência única de conhecer de perto a Floresta Encantada ou outras praias, algumas praticamente desertas.